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EPI
- Trabalho em altura para quem tem mais de 100 quilos
12/02/10
Um trabalhador
com mais de 100 quilos pode exercer o trabalho em altura?
O cinturão de segurança e outros acessórios
suportam o peso desta pessoa? O que fazer para avaliar se a atividade
pode ser realizada de maneira segura? Muitas destas dúvidas
têm sido levantadas no setor de saúde e segurança.
Diante delas, quais seriam as opções corretas?
A NBR 11.370
aborda a fabricação de cinturão de segurança
e talabartes e especifica um ensaio dinâmico com um manequim
de 100 quilos, mas não se trata de uma norma sobre o
uso do equipamento.
"As pessoas
veem a norma e, por se usar este manequim, têm a ideia de
que ninguém com mais de 100 quilos de massa pode trabalhar
em altura. É bom esclarecer que essa NBR não é
uma norma de procedimentos de trabalho. E sim uma norma
técnica que fundamenta a confecção de cinturões
e talabartes de segurança com ensaios que servem
como parâmetros para a sua aprovação.
Em nenhum momento a norma menciona que não se deva usar
ou que se deva usar", explica o coordenador da Comissão
de Estudos de Cinturões de Segurança do CB 32 da ABNT
e do Grupo Setorial de Trabalho em Altura da Animaseg,
João Fábio Gioria.
Responsabilidade
A avaliação
para que uma pessoa com mais de 100 quilos exerça o trabalho
em altura depende de outros fatores. "Se essa pessoa possui
destreza suficiente, mobilidade, ou seja, é uma pessoa ágil,
não vejo problema para que ela trabalhe em altura. Claro
que uma avaliação das condições do local
de trabalho deverá ser realizada. Sobre os EPIs suportarem
uma massa maior que 100 quilos, isso dependerá muito
da altura onde esse trabalho for executado. A respeito dos cuidados,
devem-se utilizar os equipamentos adequados, porém,
se o trabalhador for executar esses trabalhos deverá haver
um responsável para dar essa autorização",
acredita o Chefe do Serviço de Equipamento de Segurança
da Fundacentro, Vladimir Vieira. "O EPI deve aguentar
pelo menos 1.500 quilos de tração em suas fitas costuradas,
mesmo sabendo que o ser humano suporta em média
1.200 quilos de impacto distribuído pelo corpo",
completa Marcello Vazzoler, diretor da Vertical Pró.
Para a consultora
técnica da Serelepe, Jussara Nery, cada fabricante deve garantir
que seus equipamentos suportem uma carga maior que 100 quilos, utilizando
matéria-prima de qualidade e produzindo dentro dos padrões
de segurança. Além disso, a segurança
do trabalhador envolve todo o conjunto de equipamentos,
o que abrange, por exemplo, pontos de ancoragem e estrutura
para suportar o impacto da queda, a corda, os conectores.
"É
fundamental ter treinamento das técnicas seguras de trabalho
em altura e conhecimento sobre os riscos. Além disso,
deve haver um suporte de engenharia para avaliação
dos pontos de ancoragem e estrutura na qual o trabalhador está
apoiado. Não adianta um EPI seguro se os pontos
de ancoragem não são avaliados para suportar
as cargas resultantes de um impacto de queda ou se a estrutura não
está bem conservada", avalia Jussara. Ela ainda
ressalta a importância das técnicas e equipamentos
para minimizarem o impacto como é o caso dos
absorvedores de energia.
Fonte: Revista
Proteção
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