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Fragilidades da segurança contra incêndio no Brasil

Prezados Bombeiros, Seguradores e Formadores de Opinião

Este incêndio em cerca de 4.300 sacas de amendoim em uma área de cerca de 9.000 m2 em um depósito que está queimando desde a noite de 09 de abril de 2010, durante três semanas, no município de Herculândia a cerca de 480 km de São Paulo, SP, próximo a Marília, e que não se sabe quando irá acabar, deveria servir para que as seguradoras e re-seguradoras se mobilizassem para estabelecer requisitos para proteção interna, em substituição à antiga Circular SUSEP 006 da Superintendência de Seguros Privados e requisitos para a proteção externa, em substituição à antiga Circular 052 do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), no momento da contratação de um seguro incêndio.

Na sexta feira dia 16-04-2010 estive visitando o local em chamas, na companhia de três engenheiros que fazem parte da comissão que está elaborando as Normas ABNT para Líquido Gerador de Espuma de combate a incêndio e constatamos que o incêndio poderia ter sido extinto, logo no início, se a seguradora tivesse feito as exigências estabelecidas na antiga Circular SUSEP 006 para proteção contra incêndio, (proteção interna) ou no mínimo as exigências estabelecidas nas Normas ABNT e nas Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Também o Corpo de Bombeiros Militar do município visinho de Tupã, a cerca de 22 km de Herculândia, já que Herculândia não possui Corpo de Bombeiros, provavelmente poderia ter conseguido extinguir o fogo, logo no início se as seguradoras e re-seguradoras tivessem requisitos para classificação dos sistemas de combate a incêndio das cidades (proteção externa), semelhantes aos estabelecidos na antiga Circular 052 do IRB.

Por falta de requisitos que classifiquem os postos de bombeiros com o mínimo de recursos de pessoal, viaturas, equipamentos e treinamento apropriado, a primeira viatura que veio do município vizinho de Tupã, chegou ao local com apenas DOIS bombeiros e cerca de 3.000 de água, não aplicou espuma para combate a incêndio classe A, e nem aplicou líquido umectante para quebrar a tensão superficial da água, técnica conhecida como aplicação de água molhada e que possibilita a penetração da água nesse tipo de combustível em chamas e o incêndio perdeu o controle, ver fotos anexo.

Autorizo retransmitir este E-mail para seus amigos e familiares, para os bombeiros militares e bombeiros civis e principalmente para emissoras de TV, jornais, revistas, deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores, pois é assim que iremos levar ao conhecimento das autoridades e formadores de opinião para trabalharem para mudar essa triste realidade.


Att. PAULO CHAVES DE ARAUJO
Pesquisador em Segurança Contra Incêndio
e TCR CBPMESP (11) 9145-7241

Enviado por TST Marcos Antonio Dermonde

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